sexta-feira, 30 de outubro de 2009

.......

Como seria bom, para a nossa vida agitada
se pudéssemos
recolher-nos dentro de nós mesmos,
todos os dias,
preparando nossas mentes
para ouvir a Voz do Grande Silêncio.


Mahatma Gandhi

domingo, 25 de outubro de 2009

Cumplicidade, uma simples cumplicidade...


Cumplicidade, uma simples cumplicidade

Algo que me causa dúvidas,

a cada palavra dita,

a cada olhar trocado....

Sinto-me a pisar um terreno de areias movediças.

Nada é seguro....

basta um simples pôr do sol e tudo se altera!

Existem dias que a cumplicidade ocorre a cada momento,

a cada palavra.

Outros, aparece timidamente, num simples olhar.

Nada disto é pensado, mas sim, sentido espontaneamente....

Surge do nada e, do nada desaparece.

Esta cumplicidade trás consigo o medo,

o medo de sentir

e, de voltar para o mundo da ilusão

onde já não sabemos viver....a realidade sufoca-nos!

Eu sei

Tu sabes...

Nós sabemos!

E, amanhã será outro dia, outro dia dia de uma simples cumplicidade!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O teu caminho....


"Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar, para atravessar o rio da vida - ninguém, excepto tu, só tu. Existem, por certo, atalhos sem números, e pontes, e semi-deuses que se oferecerão para levar-te além do rio; mas isso te custaria a tua própria pessoa; tu te hipotecarias e te perderias. Existe no mundo um único caminho por onde só tu podes passar. Onde leva? Não perguntes, segue-o..." (Nietzsche)

sábado, 15 de agosto de 2009

O Silêncio.....

“Um homem dirigiu-se a um convento de clausura, isto é, um convento onde se vive longe do ruído da cidade e num silêncio desejado. Perguntou a um desses monges:
- Que aprendeis vós com a vossa vida de silêncio?
O monge estava a tirar água de um poço. Disse ao seu visitante:
- Olha para o fundo do poço. Que vês lá dentro?
O homem olhou para dentro e disse:
- Não vejo nada.
O monge ficou algum tempo sem se mover e no final disse ao visitante:
- Contempla agora. Que vês no fundo do poço?
O homem obedeceu e respondeu:
- Agora vejo-me a mim próprio: espelho-me na água.
O monge concluiu:
- Vês? Quando eu mergulho o balde, a água fica agitada. Agora, pelo contrário, está tranquila. É esta a experiência do silêncio: o homem vê-se a si próprio.”

sábado, 8 de agosto de 2009

....

"Sê paciente; espera
que a palavra amadureca
e se desprenda como um fruto
ao passar o vento que a mereça."

segunda-feira, 27 de julho de 2009

às vezes precisamos....

Uma pessoa que nos mostre a razão
Ajude a distinguir amor, de paixão
Nos diga o que é certo ou errado
E nos devolva o conforto roubado

Que simplesmente escute o impossível
Compreenda o incompreensível
Não pense, não fale, nem julgue o que dizemos
Mas nos ajude a dar valor ao que temos

Uma pessoa…

Que queira demonstrar o quanto nos ama
Ensine que o coração às vezes se engana
Que nos diga o quão maravilhosos somos
Mesmo nos odiando pelo que já fomos…

Alguém que seja duro e nos diga a verdade
Nunca tenha medo da realidade
Que seja o nosso escudo protector
E como espada empunhe um grande amor

Que nos toque a alma
Nos embale o coração
Não perca a calma
Não nos diga que não

Uma simples pessoa…

Alguém que te embale a tristeza
E a faça adormecer
Que te arranque um sorriso
Que te obrigue a amadurecer

Mas por vezes falta-nos alguém
Que nos ajude a levantar
Nos ame pelo que somos
E nos ensine a amar…

Perguntamos a nós próprios:

Será que existe mesmo alguém
Ou só nos temos a nós?
Porque é triste não ter ninguém
Neste mundo tão feroz.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Desabafo...

"Sossega, coração inútil, sossega!
Sossega, porque nada há que esperar,
E por isso nada que desesperar também...
Sossega... Por cima do muro da quinta
Sobe longínquo o olival alheio.
Assim na infância vi outro que não era este:
Não sei se foram os mesmos olhos da mesma alma que o viram.
Adiamos tudo, até que a morte chegue.
Adiamos tudo e o entendimento de tudo,
Com um cansaço antecipado de tudo,
Com uma saudade prognóstica e vazia."

Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa



Sinto saudades de tanta coisa mas, essencialmente, sinto saudades de mim mesma,....da pessoa que fui, do que senti.Sinto saudades de uma parte que perdi....
Ás vezes penso será que vale a pena?
Será este o caminho?