"Sossega, coração inútil, sossega!
Sossega, porque nada há que esperar,
E por isso nada que desesperar também...
Sossega... Por cima do muro da quinta
Sobe longínquo o olival alheio.
Assim na infância vi outro que não era este:
Não sei se foram os mesmos olhos da mesma alma que o viram.
Adiamos tudo, até que a morte chegue.
Adiamos tudo e o entendimento de tudo,
Com um cansaço antecipado de tudo,
Com uma saudade prognóstica e vazia."
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa
Sinto saudades de tanta coisa mas, essencialmente, sinto saudades de mim mesma,....da pessoa que fui, do que senti.Sinto saudades de uma parte que perdi....
Ás vezes penso será que vale a pena?
Será este o caminho?
Perco-me no labirinto da mente De mil pensamentos cruzados Caminhos de mistérios, Alguns desvendados Outros, ainda obscuros Na luz difusa Dos dias futuros.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
sábado, 11 de julho de 2009
No meio da tempestade....

"Chove. Há silêncio, porque a mesma chuva
Não faz ruído senão com sossego.
Chove. O céu dorme. Quando a alma é viúva
Do que não sabe, o sentimento é cego.
Chove. Meu ser (quem sou) renego...
Tão calma é a chuva que se solta no ar
(Nem parece de nuvens) que parece
Que não é chuva, mas um sussurrar
Que de si mesmo, ao sussurrar, se esquece.
Chove. Nada apetece...
Não paira vento, não há céu que eu sinta.
Chove longínqua e indistintamente,
Como uma coisa certa que nos minta,
Como um grande desejo que nos mente.
Chove. Nada em mim sente..."
(Fernando Pessoa)
Quando a tristeza te invade a alma, é dificil teres espaço para mais alguma coisa.....
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Pensamento do dia...
sábado, 6 de junho de 2009
Não sei...
"Não sei se respondo ou se pergunto.
Sou uma voz que nasceu na penumbra do vazio.
Estou um pouco ébria e estou crescendo numa pedra.
Não tenho a sabedoria do mel ou a do vinho.
De súbito, ergo-me como uma torre de sombra fulgurante.
A minha tristeza é a da sede e a da chama.
Com esta pequena centelha quero incendiar o silêncio.
O que eu amo não sei. Amo. Amo em total abandono.
Sinto a minha boca dentro das árvores e de uma oculta nascente.
Indecisa e ardente, algo ainda não é flor em mim.
Não estou perdida, estou entre o vento e o olvido.
Quero conhecer a minha nudez e ser o azul da presença.
Não sou a destruição cega nem a esperança impossível.
Sou alguém que espera ser aberto por uma palavra."
António Ramos Rosa
Sou uma voz que nasceu na penumbra do vazio.
Estou um pouco ébria e estou crescendo numa pedra.
Não tenho a sabedoria do mel ou a do vinho.
De súbito, ergo-me como uma torre de sombra fulgurante.
A minha tristeza é a da sede e a da chama.
Com esta pequena centelha quero incendiar o silêncio.
O que eu amo não sei. Amo. Amo em total abandono.
Sinto a minha boca dentro das árvores e de uma oculta nascente.
Indecisa e ardente, algo ainda não é flor em mim.
Não estou perdida, estou entre o vento e o olvido.
Quero conhecer a minha nudez e ser o azul da presença.
Não sou a destruição cega nem a esperança impossível.
Sou alguém que espera ser aberto por uma palavra."
António Ramos Rosa
terça-feira, 2 de junho de 2009
O teu olhar....
"E, seja onde for que a vista eu crave,
volto a ver suas pupilas chamejar,
mas não te encontro a ti;
só teu olhar:só uns olhos, os teus, e nada mais.
De minha alcova no ângulo os fito
desprendidos, fantásticos luzir.
E quando durmo, sinto-os a pairar,
de par em par, abertos sobre mim.
Eu sei que há fogos-fátuos que na noite
levam o caminhante a perecer;
eu sinto-me arrastado por teus olhos,
mas para onde me arrastam não o sei."
Eu vi-te......mas, depois deixei de te ver.....
P.S.: Mesmo com o passar dos anos, existem olhares que não se esquecem. O teu marcou-me.
volto a ver suas pupilas chamejar,
mas não te encontro a ti;
só teu olhar:só uns olhos, os teus, e nada mais.
De minha alcova no ângulo os fito
desprendidos, fantásticos luzir.
E quando durmo, sinto-os a pairar,
de par em par, abertos sobre mim.
Eu sei que há fogos-fátuos que na noite
levam o caminhante a perecer;
eu sinto-me arrastado por teus olhos,
mas para onde me arrastam não o sei."
Eu vi-te......mas, depois deixei de te ver.....
P.S.: Mesmo com o passar dos anos, existem olhares que não se esquecem. O teu marcou-me.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Porque não?
"@Rir é correr o risco de parecer tolo.
@Chorar é correr o risco de parecer sentimental.
@Estender a mão é correr o risco de envolver-se.
@Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu.
@Defender seus sonhos e idéias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas.
@Amar é correr o risco de não ser correspondido.
@Viver é correr o risco de morrer.
@Confiar é correr o risco de decepcionar-se.
@Tentar é correr o risco de fracassar.
@Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é nada arriscar.
@Há pessoas que não correm riscos, nada fazem, nada têm e nada são.
@Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas nada conseguem, nada sentem, nada mudam e não crescem, não amam, não vivem.
Acorrentadas por suas atitudes, viram escravas e se privam da liberdade.
Somente a pessoa que corre riscos é livre! "
"Foges em companhia de ti próprio: é de alma que precisas de mudar, não de clima."
(Séneca)
@Chorar é correr o risco de parecer sentimental.
@Estender a mão é correr o risco de envolver-se.
@Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu.
@Defender seus sonhos e idéias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas.
@Amar é correr o risco de não ser correspondido.
@Viver é correr o risco de morrer.
@Confiar é correr o risco de decepcionar-se.
@Tentar é correr o risco de fracassar.
@Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é nada arriscar.
@Há pessoas que não correm riscos, nada fazem, nada têm e nada são.
@Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas nada conseguem, nada sentem, nada mudam e não crescem, não amam, não vivem.
Acorrentadas por suas atitudes, viram escravas e se privam da liberdade.
Somente a pessoa que corre riscos é livre! "
"Foges em companhia de ti próprio: é de alma que precisas de mudar, não de clima."
(Séneca)
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Cansaço...
"O que há em mim é sobretudo cansaço Não disto nem daquilo, Nem sequer de tudo ou de nada: Cansaço assim mesmo, ele mesmo, Cansaço.(..)"
Cansaço de viver o que não se escolhe viver...
Cansaço de sentir o que não se quer sentir...
Cansaço de sorrir quando não se quer sorrir...
Cansaço de fraquejar quando se tem que ser forte...
Cansaço de chorar quando tudo pede para sorrir...
levantar da cama, e fazer tudo, mecanicamente, obedecendo cegamente à rotina que a razão nos traçou...
Cansaço...
Cansaço de viver o que não se escolhe viver...
Cansaço de sentir o que não se quer sentir...
Cansaço de sorrir quando não se quer sorrir...
Cansaço de fraquejar quando se tem que ser forte...
Cansaço de chorar quando tudo pede para sorrir...
levantar da cama, e fazer tudo, mecanicamente, obedecendo cegamente à rotina que a razão nos traçou...
Cansaço...
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